Conheça 10 personagens que usaram o título de Mulher-Maravilha

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Em 76 anos de existência, a Mulher-Maravilha tem uma coleção de curiosidades que são dignas de serem revisitadas e exploradas. E dentre estas muitas particularidades, uma das mais interessantes vem do fato de que a Princesa Diana não foi a única que ostentou o nome da maior heroína do Universo DC.

Dentro da cronologia principal da personagem, ou em histórias passadas em linhas do tempo e realidades alternativas, outras mulheres já foram conhecidas pelo nome de Mulher-Maravilha. E mesmo que em muitos casos a sua origem não seja relacionada a mitologia grega ou até ao mesmo ao sonho de paz, é perceptível que quase sempre sejam personagens de grande poder e que representam diversas faces da identidade feminina.

Sedo assim,  trago nessa postagem um compilado com 10 importantes personagens que também já foram conhecidas como Mulher-Maravilha:

10. Cassandra Sandsmark

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Primeira aparição: Wonder Woman v2 #105 (DC Comics, 1996), por John Byrne – Não foi publicada no Brasil.

Primeira aparição como Mulher-Maravilha: Sins of Yout: Wonder Girls #1 (DC Comics, 2000) – Não foi publicada no Brasil.

Filha da arqueóloga Helena Sandsmark e do deus Zeus na cronologia pós-Crise (1986-2011), Cassandra é a segunda (ou terceira) personagem a assumir o título de Moça-Maravilha nos quadrinhos da DC Comics. Funcionando como uma ajudante da Princesa Diana em algumas de suas aventuras, Cassie também se tornou fundamental em grupos como Justiça Jovem e Novos Titãs, integrando uma nova geração de heróis do universo regular da editora.

E por um breve momento, a jovem semideusa vestiu o manto da Mulher-Maravilha. Na ocasião, durante a saga Sins of Youth (Pecados da Juventude, inédito no Brasil), o mago Klarion rejuvenesceu os heróis adultos e amadureceu os seus ajudantes, fazendo com que Cassie assumisse o uniforme – por um breve momento – e o codinome da Princesa Amazona. Ao lado de uma Diana mais nova, as duas tentaram contatar os Deuses do Olimpo para reverter o processo e acabaram vítimas das artimanhas de Apolo, o Deus Sol. Entretanto, com a derrota do Garoto-Bruxo, as duas heroínas reverteram rapidamente as suas situações originais.

Por conta de sua descendência divina – ao menos no período pós-crise – a Moça-Maravilha tem Força, Velocidade, Resistência e Reflexos sobre-humanos, além da capacidade de vôo e o uso do Laço da Luz, dado por Ares e que carrega o poder dos raios do Pai dos Deuses. Ao contrário do Laço da Verdade, sua força está completamente ligada ao nível de raiva sentido pela heroína durante a batalha.

Titãs do Amanhã

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Já pelos Novos Titãs, Cassandra se viu novamente ligada a uma provável herança ao manto da Mulher-Maravilha. No arco Titãs do Amanhã, publicado no Brasil nas edições 18, 19 e 20 de Novos Titãs ( Panini – Volume 1, 2005-2006), um erro de cálculo em uma viagem no tempo faz com que a equipe seja levada para dez anos no futuro, onde encontram uma versão sombria e mais madura do grupo. Nesta linha do tempo, Tim Drake assume o manto do Batman, enquanto Kon-El torna-se o Superman e Cassie é a detentora do uniforme da Mulher-Maravilha. Entretanto, diferente da Princesa Diana, a versão futurista da Moça-Maravilha segue os ensinamentos de Ares e tem uma postura muito mais ofensiva que a sua “antecessora”.

9. Maria Mendoza

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Primeira Aparição: Just Imagine – Wonder Woman #1 (DC Comics, 2001), por Stan Lee e Jim LeePublicada no Brasil em Imagine Mulher Maravilha de Stan Lee (Editora Abril, 2001).

Primeira Aparição como Mulher-Maravilha: Just Imagine – Wonder Woman #1 (DC Comics, 2001) – Publicada no Brasil em Imagine Mulher Maravilha de Stan Lee (Editora Abril, 2001).

No ano de 2001, o lendário escritor da Marvel Comics, Stan Lee, foi convidado pela DC para reimaginar os clássicos personagens da editora em uma linha especial de quadrinhos chamada “Just Imagine… “. E dentre os heróis que foram reformulados, a Mulher-Maravilha ganhou uma nova identidade e uma origem bastante diferente daquela que conhecemos.

Filha de um juiz local, a peruana Maria Mendoza é uma ativista que luta contra os projetos do inescrupuloso  Armando Guitez, mafioso local que manipula as autoridades e comanda um projeto de escavação no sitio arqueológico em Cusco.  Ao presenciar o assassinato de seu pai, Maria persegue Guitez nas ruínas da cidade antiga e os dois se tornam receptáculos de velhos espíritos incas. Enquanto  o vilão é transformado em um monstro oriundo das energias demoníacas, a jovem sul-americana recebe a benção do deus Manco Capac e torna-se a mais nova campeã dourada da humanidade.

A Mulher-Maravilha do Just Imagine recebe os seus poderes do Cajado de Ouro, item dado pela divindade inca e que lhe dá acesso a uma armadura dourada, além da capacidade de metamorfosear o seu corpo. Com isso, Maria se transforma em um ser com força e velocidade sobre-humanos, além de ter capacidade de vôo e telecinese. Feito de energia, o cajado pode alterar a sua forma para um laço ou ser utilizado como garras de suporte ao escudo, além de servir como fonte para o disparo de rajadas douradas.

Outros heróis do Just Imagine…

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Além da Mulher-Maravilha, outros nove personagens da DC também ganharam títulos próprios no selo “Just Imagine…”. Foram eles: Superman, Batman, Lanterna Verde, Flash, Robin, Shazam, Aquaman, Mulher-Gato e Sandman. Além destes dez títulos, a coleção conta com mais três números (Liga da Justiça, Arquivos Secretos e Crise) fechando o universo alternativo idealizado por Stan Lee.

8. Mulher-Maravilha do Século 853

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Primeira Aparição: JLA #23 (DC Comics, 1998), por Grant Morrison e Howard PorterPublicada no Brasil em Os Melhores do Mundo #26 (Editora Abril, 1999).

Primeira Aparição como Mulher-MaravilhaJLA #23 (DC Comics, 1998) – Publicada no Brasil em Os Melhores do Mundo #26 (Editora Abril, 1999).

No ano 85.271 DC, o sistema solar será totalmente colonizado e a humanidade viverá uma gloriosa era utópica com um grande número de heróis protetores. E dentre eles, estará uma nova versão da Mulher-Maravilha. Moldada do mármore pelas amazonas – que agora habitam o planeta Vênus – esta guerreira chegou a vida graças a uma benção de Diana  antiga detentora do uniforme e atual Deusa da Verdade do Panteão Grego – e integra o maior grupo de sua época: a Legião da Justiça A.

Sem um nome próprio, a Mulher-Maravilha do Século 853 detém força sobre-humana e apresenta habilidade de vôo graças a um par de asas em cada perna. Além do Laço da Verdade, a protetora do planeta Vênus apresenta dois braceletes sencientes – Harmonia e Caridade – que foram criados a partir do metal sapiente da Nebulosa Web.

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7. Circe

Primeira Aparição: Wonder Woman #37 (DC Comics, 1949), por Robert Kanigher e Harry G. PeterNão publicada no Brasil.

Primeira Aparição como Mulher-Maraviha: Wonder Woman v3 #3 (DC Comics, 2006) – Publicado no Brasil em Os Melhores do Mundo #3 (Panini, 2007).

Uma das maiores inimigas da Guerreira Amazona na era Pós-Crise (1986-2011), Circe usurpou o manto e os poderes da heroína no arco “Quem é a Mulher-Maravilha?“, que ocorre cronologicamente um ano após os eventos da saga Crise Infinita.

Em um plano arquitetado juntamente com Hércules, a feiticeira reúne os maiores inimigos da amazona e rapta a nova Mulher-Maravilha (Donna Troy, que ainda falaremos neste texto) para atrair a atenção de Diana, que na época vive sob o pseudônimo da agente secreta Diana Prince. Roubando os poderes das duas rivais, além das habilidades da Moça-MaravilhaCassandra – e do próprio Hércules, Circe inicia a sua própria cruzada em busca de “justiça” perante as mulheres. Com o seu novo manto, a feiticeira passa a matar traficantes de pessoas e libertar mulheres escravizadas por todo o mundo.

Com uma nova investida de Diana na busca pelos seus poderes, Circe é traída novamente por Hércules e acaba por transferir as suas novas habilidades para Diana e suas companheiras. Como Mulher-Maravilha, a vilã detinha os dons da sua antecessora, Donna Troy e Cassandra Sandsmark. Além disso, também era a detentora dos braceletes, a foice de Hércules, o Laço da Verdade e o Laço da Luz.

6. Bekka

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Primeira Aparição: DC Graphic Novel v1 #4 (DC Comics, 1984), por Jack KirbyNão foi publicada no Brasil.

Primeira Aparição como Mulher-Maravilha: Justice League – Gods and Monsters (Warner Bros, 2015) – Lançado no Brasil em Liga da Justiça – Deuses e Monstros (Warner Home Video, 2015).

Em um universo alternativo, momentos específicos da história alteraram a criação do maior grupo de heróis do mundo: a Liga da Justiça. Mesmo formado pela trindade Superman, Batman e Mulher-Maravilha, a equipe não lembra em nada  os personagens da realidade regular que já conhecemos. Enquanto o Último Filho de Krypton é um herdeiro genético do General Zod e foi criado na terra por imigrantes mexicanos, o Cavaleiro das Trevas é o vampiro Kirk Langstrom (Morcego-Humano na mitologia original) e a Mulher-Maravilha é a deusa alienígena Bekka, neta do Pai Celestial e fugitiva do planeta de Nova Gênese.

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Os Novos Deuses

Criados pelo roteirista e desenhista Jack Kirby em 1971, os Novos Deuses são uma raça de seres divinos que habitam os planetas gêmeos  de Apokolips e Nova Gênese. Parte do universo regular da DC, os dois mundos são antagonistas e funcionam como berço do bem e do mal. Enquanto o Pai Celestial governa a paradisíaca esfera de Nova Gênese, o impiedoso Darkseid domina com mão de ferro a distópica e conturbada Apokolips. Dentre os personagens mais famosos da franquia estão Órion, Grande Barda, Senhor Milagre, Metron e o Povo da Eternidade.

 

Após ser usada em um plano perverso de sua família contra os deuses de Apokolips – o que resultou na morte de seu noivo ÓrionBekka chega à Terra na década de 50 e passa a viver entre os humanos, compartilhando os prazeres terráqueos e protegendo o planeta de perigos inimagináveis. Além de força e resistência sobre-humanas, a Mulher-Maravilha apresenta capacidade de vôo e utiliza de uma caixa-materna (item senciente dos Novos Deuses) na forma de uma espada. Além de utiliza-la como uma arma branca de incrível resistência e força extraordinária, o objeto permite que seu usuário se teletransporte para qualquer ponto do universo.

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5. Núbia

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Primeira Aparição: Wonder Woman #204 (DC Comics, 1973), por Robert Kanigher e Don HeckPublicado no Brasil em As Aventuras de Diana em cores #7 (Ebal, 1974) e Superamigos #10 (Editora Abril, 1986).

Primeira Aparição como Mulher-Maravilha: Final Crisis #7 (DC Comics, 2009) – Publicado no Brasil em Crise Final #7 (Panini, 2010) e Crise Final – Edição Definitiva (Panini, 2014).

Mulher-Maravilha da Terra-23, universo alternativo no qual o Superman é o presidente dos Estados Unidos, lembrando fisicamente Barack Obama, Núbia é uma representação de uma antiga personagem da cronologia regular da DC Comics que no período Pré-Crise (1939-1985) surgiu como uma guerreira misteriosa que reivindicava o título da super-heroína de Themyscira. Entretanto, após revelar a sua identidade, descobre-se que a amazona renegada era a irmã perdida de Diana, sendo raptada pelo deus Ares quando também foi moldada do barro.

Tanto na Terra-23 quanto na sua versão original, Núbia detém as mesmas habilidades e poderes que sua irmã.  Para saber mais desta interessante personagem e toda as suas encarnações nos quadrinhos, confira aqui o texto “A Mulher-Maravilha Negra!” produzido pelo planejador Sávio Roz para o Plano Infalível.

4. Ártemis de Bana-Mighdall

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Primeira Aparição: Wonder Woman v2 #90 (DC Comics, 1994), por William Messner-Loebs e Mike Deodato, Jr.Publicado no Brasil em Shazam #0 (Editora Abril, 1996).

Primeira Aparição como Mulher-Maravilha: Wonder Woman v2 #93 (DC Comics, 1995) – Publicado no Brasil em Shazam #4 (Editora Abril, 1997).

Uma das amazonas da tribo de Bana-Mighdall (para saber mais, confira aqui), Ártemis  é uma das mais experientes guerreiras de Themyscira e foi fundamental para a sobrevivência das amazonas no período em que a ilha foi colocada em uma dimensão demoníaca. Com o retorno de Diana ao seu lar, a Rainha Hipólita questiona o papel de sua filha no mundo do patriarcado e organiza um novo torneio para definir quem seguirá com o papel da Mulher-Maravilha.

Após vários desafios, nos quais Diana e Ártemis seguem quase empatadas, um ato de altruísmo faz com que a princesa seja derrotada e renegue ao uniforme e as armas sagradas do título. Em seu novo cargo, a guerreira de Bana-Mighdall cria uma abordagem mais direta e violenta que sua antecessora, ganhando intensa cobertura da mídia e da comunidade super-heroica. Ao mesmo tempo, a filha de Hipólita também regressa ao mundo exterior e continua a proteger os inocentes.

Sem os mesmos poderes de Diana, Ártemis utiliza os Braceletes de Atlas e as Sandálias de Hermes para ter super-força e habilidade de vôo. Além do Laço da Verdade, a amazona também utiliza em suas missões um arsenal formado por espada, escudo e um arco acompanhado com um conjunto de flechas.

Orana: A primeira Ártemis

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A saga  de Ártemis como a nova embaixadora da paz se assemelha muito com uma antiga história em duas partes da própria Mulher-Maravilha. Em Wonder Woman #250 e #251 (DC Comics, 1979), uma amazona de nome Orana desafia a filha de Hipólita pelo posto de representante de seu povo perante o mundo exterior. Com o aval da rainha de Themyscira, a desafiante consegue derrotar a sua oponente e se torna a nova Mulher-Maravilha. Entretanto, em sua primeira missão, Orana consegue deter a explosão de uma bomba de nêutrons, mas acaba baleada e perde a vida. Por ser uma história do período Pré-crise (1939-1985), o fato acabou apagado da cronologia da Mulher-Maravilha e foi reaproveitado nos anos 90 para o arco com a guerreira de Bana-Mighdall.

3. Donna Troy

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Primeira Aparição: The Brave and the Bold #60 (DC Comics, 1965), por Bob Haney e Bruno PremianiPublicado no Brasil em Turma Titã #32 (Ebal, 1971).

Primeira Aparição como Mulher-Maravilha: Wonder Woman v3 #1 (DC Comics, 2006) – Publicado no Brasil em Melhores do Mundo #1 (Panini, 2007).

Um dos personagens mais importantes da cronologia da Princesa Amazona e do próprio Universo DC, Donna Troy é forjada através da alma da princesa Diana, tornando-se uma verdadeira irmã gêmea da princesa. Amaldiçoada pela entidade chamada Anjo Negro, a jovem torna-se um verdadeiro nexus do Multiverso, vivendo inúmeras vidas antes de renascer com a sua atual identidade. Ao receber os poderes dos Titãs da mitologia, Donna é levada a viver entre as amazonas e torna-se a primeira  Moça-Maravilha da cronologia Pós-Crise (1986-2011).

Após o evento conhecido como Crise Infinita, Donna recebe o manto da Mulher-Maravilha a pedido de Diana, que renega ao cargo após os fatos ocorridos durante a saga. Durante um ano, a nova princesa amazona enfrenta os vilões clássicos de sua antecessora até ser raptada por um complô organizado por Circe (como visto no tópico anterior). Com os mesmos poderes de sua “irmã”, Troy apresenta um uniforme e armamentos diferentes da princesa amazona, ao lado do laço da verdade e dos braceletes habituais.

Pré-Crise? Pós-Crise? Que diabos é tudo isso?

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Para aqueles que não conhecem o Universo DC, pode soar confuso alguns termos usados neste texto como Pré-Crise, Pós-Crise, etc. Então, vamos explicar de forma breve o que são todas essas referências que baseiam a história desta franquia de quadrinhos.

Iniciado em 1938, o Universo DC nos apresentou personagens emblemáticos como Superman, Batman, Mulher-Maravilha, além de outros heróis como Starman, Homem-Hora, Dr. Meia-Noite e as primeiras encarnações do Flash (Jay Garrick) e Lanterna Verde (Alan Scott). Com o final da Segunda Guerra, a conhecida Era de Ouro das HQs chegou ao seu fim e vários títulos foram cancelados, com a exceção da Trindade que seguiu firme até o final dos anos 50, período em que novamente o estilo voltou aos holofotes. Neste período, a editora preferiu “esquecer” o material criado anteriormente e lançou novas identidades para o Flash (Barry Allen) e o Lanterna (Hal Jordan), além da estreia da Liga da Justiça.

Entretanto, tudo que se inicia de forma simples acaba se complicando. Em uma aventura do Flash da chamada “Era de Prata“, Barry Allen quebra a barreira dimensional e encontra o seu antecessor, Jay Garrick. Deste momento em diante, fica estabelecido o conceito do Multiverso. Ao longo de anos, a editora criou uma infinidade de realidades alternativas, introduzindo novos heróis em cada um dos mundos e muitas versões dos mais variados personagens. Nos anos 80, tentando unificar seus personagens e resolver a bagunça, a editora criou a saga Crise nas Infinitas Terras e reiniciou a sua cronologia. Dessa maneira, tudo que veio antes do evento foi definido como Pré-Crise (1939-1985), sendo desvalidado oficialmente.

De 1986 em diante, com apenas um universo, tudo recomeçou na DC. Reformulando histórias, foi estabelecida uma nova cronologia que reciclou conceitos e deu novo fôlego para a franquia. Porém, voltemos a máxima de que “tudo que se inicia de forma simples acaba se complicando”. Ao longo do período chamado Pós-Crise (1986-2011), algumas sagas voltaram a confundir a cabeça dos fãs com origens recontadas e muito saudosismo a Pré-Crise.

Depois de eventos como Zero Hora, Hipertempo, Crise Infinita (retorno do Multiverso em 52 dimensões) e Crise Final, a confusão voltou a ser “estabelecida” e mais um evento foi criado para zerar tudo. Por conta da saga Flashpoint, mais uma vez a cronologia foi zerada e tudo passou a ser reformulado, principalmente o Multiverso das 52 terras. Este período, conhecido como Novos 52 (2011-atualidade) não teve uma boa recepção e vem sofrido mudanças com a linha editorial chamada de Renascimento. Ou seja: tudo que se inicia de forma simples..

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2. Ororo, Amazona de Themyscira

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Primeira Aparição: Giant-Size X-Men #1 (Marvel Comics, 1975), por Len WeinDave CockrumPublicado no Brasil em Superaventuras Marvel #16 (Editora Abril, 1983), O Incrivel Hulk #6 (Editora Abril, 1983), Heróis da TV #109 e #110 (Editora Abril, 1988), X-Men Classic #1 (Editora Abril, 1993), Wolverine #100 (Editora Abril, 2000), Coleção Histórica X-Men #2 (Panini, 2014).

Primeira Aparição como Mulher-Maravilha: DC vs Marvel #4 (Marvel Comics e DC Comics, 1996) – Publicado no Brasil em DC vs Marvel (Editora Abril, 1997).

Durante o encontro entre os universos Marvel e DC, as duas realidades acabaram fundidas e deram origem a uma nova dimensão chamada de Amálgama. Durante o curto período dessa existência, heróis e vilões das duas franquias foram unificados e criaram uma nova legião de personagens.

Entretanto, ao contrário do que aconteceu com a maioria dos protagonistas envolvidos, Mulher-Maravilha e Tempestade – que rivalizavam na história DC vs. Marvel – seguiram intactas em suas concepções e tiveram apenas as suas histórias entrelaçadas.

O Universo Amálgama misturou heróis da Marvel e DC.
O Universo Amálgama misturou heróis da Marvel e DC.

Dessa maneira, Ororo seguiu como uma jovem orfã que teve os seus pais morrendo em alto-mar e a própria se tornando uma náufraga adotada pelas amazonas de Themyscira. Crescendo ao lado da jovem Diana e criada como uma filha por Hipólita, a mutante se mostra mais bondosa e menos orgulhosa que a sua irmã e isso repercute no futuro das duas, com Ororo assumindo o manto da Mulher-Maravilha na maioridade.

Embaixadora da paz, a Mulher-Maravilha vem para o mundo do patriarcado e se junta aos heróis desta dimensão, tornando-se um dos membros mais importantes da LJX. Assim como sua irmã, Diana também deixa a sua terra natal e passa a viver aventuras ao lado de Steve Trevor (que aqui é mesclado com o Justiceiro da Marvel).

O mais interessante nessa história é o fato de que a Princesa de Themyscira usa um uniforme muito semelhante ao que é utilizado na ocasião em que Ártemis assume o manto no universo regular, em história realizada no universo regular e que já comentamos nesse texto.

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Diana no Universo Amalgáma

1. Rainha Hipólita

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Primeira Aparição: All-Star Comics #8 (DC Comics, 1941), por William Moulton Marston e Harry G. PeterPublicado no Brasil em Coleção DC 75 anos #1 (Panini, 2010).

Primeira Aparição como Mulher-Maravilha: Wonder Woman #126 (DC Comics, 1997) – Não foi Publicada no Brasil.

Com a morte de Diana, o mundo precisa de uma nova Mulher-Maravilha. E assim como a princesa amazona se torna a Deusa da Verdade e ascende ao panteão grego, sua mãe assume o manto da heroína e passa a proteger o mundo tanto no presente, quanto no passado.

Depois da Mulher-Maravilha original, a Rainha Hipólita é a personagem que por mais tempo assumiu o manto da embaixadora da paz nos quadrinhos. Durante este período, a Rainha das Amazonas lutou ao lado de Donna Troy e Cassandra Sandsmark, além de viajar no tempo e integrar a Sociedade da Justiça nos anos 40. Dessa maneira, o escritor John Byrne efetuou uma dupla homenagem que não só recorda da origem da super-heroína e sua filiação a SJA, quanto também a Era de Ouro e a cronologia Pré-Crise (1938-1985).

Ao longo dos anos, outras personagens (em realidades alternativas ou na cronologia vigente) também assumiram o manto ou homenagearam a Mulher-Maravilha. E para você? qual destas seria a mais marcante? Comente aqui e diga o que acha da seleção efetuada e do próprio legado deixado pela guerreira da Ilha Paraíso.

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