Transformers e Quadrinhos – Parte 1 (Os Anos Marvel)

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Em 2017, o lançamento do filme Transformers – O Último Cavaleiro marca os 10 anos de existência da série de filmes sobre os robôs que se transformam em veículos e usam o planeta terra como cenário para uma ancestral guerra civil entre as facções dos Autobots e os Decepticons. Entretanto, a história dessa franquia é muito mais antiga do que as recentes encarnações cinematográficas, animações e quadrinhos (que recentemente estão sendo publicados no Brasil na plataforma online do Social Comics).

Com base nisso, o Plano Infalível inicia uma série de matérias especiais sobre um dos produtos culturais mais importantes na trajetória dessa franquia: as histórias em quadrinhos. E para falar com propriedade sobre as gerações e interações dos Transformers na arte sequêncial, chamamos o colecionador Maurício Dantas para fazer um apanhado histórico da linha de brinquedos que conquistou o mundo.

Transformers: Origem e Pré-Produção

Por Maurício Dantas

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A história dos Transformers, tal qual o famoso subtítulo da franquia clássica, tem muito mais do que os olhos veem: apesar de originalmente ser uma linha de brinquedos, foi nos quadrinhos que os personagens como os conhecemos tiveram a sua identidade criada e consolidada.

E toda essa história começa na Marvel.

Não, não ESSES Transformers Marvel!
Não, não ESSES Transformers Marvel!

Em 1983, a fabricante de brinquedos norte-americana Hasbro enviou alguns executivos a uma feira de brinquedos em Tóquio, e voltou com os direitos de produção e distribuição de algumas linhas de colecionáveis. Entre estas, a principal aposta da empresa era a série Diaclone, composta de veículos que se transformavam em robôs. O acordo com a fabricante japonesa Tomy (hoje chamada Takara Tomy) lhe permitia produzir e licenciar os brinquedos no ocidente, enquanto a fabricante original detinha os direitos no Japão e parte da Ásia.

E, para garantir o sucesso da sua empreitada e potencializar seus lucros, a Hasbro se fez a seguinte pergunta:  como contar a história de carrinhos que viram robôs pras crianças e fazê-las se interessar por cada um daqueles personagens?

Para os anos 80, a resposta era simples: desenho animado e quadrinhos.

Powered Convoy, da Diaclone: Optimus azul, “piloto robô” e armadura de combate (que depois foi apresentado com novas cores no filme de 1986 como Ultra Magnus).
Powered Convoy, da Diaclone: Optimus azul, “piloto robô” e armadura de combate (que depois foi apresentado com novas cores no filme de 1986 como o personagem Ultra Magnus).

Pouco tempo antes, a Hasbro celebrava uma parceria de sucesso com a Marvel para o desenvolvimento dos personagens da sua linha G.I. Joe (no Brasil, Comandos em Ação). Na ocasião, a fabricante apresentou à editora pouco mais de uma dúzia de soldados genéricos e peculiares – um certo ninja com metralhadora, por exemplo – e ficou à cargo da Marvel criar nomes, histórias e todo o background para aqueles personagens.

A responsabilidade então recaiu sobre  Larry Hama (Wolverine, Vingadores), escritor da casa com histórico militar e experiência em quadrinhos. O resultado foi tão bom que, além dos quadrinhos e do desenho animado produzido pela Marvel, o escritor ficou responsável não só pelos quadrinhos, como por escrever os “character files” no verso das cartelas dos bonecos por duas décadas.

Buscando repetir esse nível de sucesso, a Hasbro procurou novamente a Marvel, mais especificamente seu então editor chefe Jim Shooter, para dar personalidade e contar a história daqueles carros que viravam robôs.

As únicas orientações da Hasbro foram que o nome da franquia seria Transformers, e haveriam duas facções: os Autobots e os Decepticons. Todo o mais ficaria a cargo da Casa das Ideias.

Com G.I. Joe, a Marvel provou à Hasbro que podia pegar bonecos genéricos e transformar numa franquia capaz de manter marmanjos comprando bonecos pelos próximos 50 anos
Com G.I. Joe, a Marvel provou à Hasbro que podia pegar bonecos genéricos e transforma-los em uma franquia capaz de manter marmanjos comprando brinquedos pelos próximos 50 anos.

A princípio, Shooter incumbiu o freelancer Dennis O’Neil do desenvolvimento dos personagens. O escritor, que ficaria famoso nos anos porvir escrevendo Doutor Estranho, Homem-Aranha, Vingadores e diversos outros (além de se tornar editor da casa e depois da DC), entregou um treatment que Shooter considerou “inutilizável”, e foi engavetado. Diversos criadores envolvidos na época, porém, reconhecem que o nome Optimus Prime foi uma contribuição do texto do O’Neil, considerado “um escritor erudito, com um grande senso de dignidade e poder em seus textos”.

De volta às suas mãos, Shooter então desenvolveu a história que hoje conhecemos: num texto de oito páginas, o editor apresentou à Hasbro um planeta Cybertron destruído pela guerra civil que durava milhares de anos e se espalhava pelo espaço, enquanto Decepticons e Autobots brigavam pela hegemonia de sua raça. Nomes e personalidades foram criados para todo o catálogo de bonecos Diaclone recoloridos e rebatizados, a serem lançados naquele fim de ano: Optimus Prime, Megatron, Bumblebee, Starscream, Soundwave… todos esses nomes que são familiares para qualquer nerd hoje saíram daquelas oito páginas.

Para quem tiver a curiosidade, este treatment está disponível na íntegra neste link, que vale muito a leitura, pela sua qualidade e valor histórico.

Ano Zero: Jim Shooter, Mysterions e a DC Comics

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A história dos Transformers com a Marvel, na verdade, tem um “ano zero”, que o próprio Jim Shooter revelou em seu site alguns anos atrás. Através dele, ficamos sabendo que um ano antes da história que contamos aqui, uma pequena empresa de brinquedos chamada Knickerbocker Toys, especializada em brinquedos de pelúcia, queria dar uma virada em sua linha, e trouxe do Japão pequenos carros que se transformavam em robôs.

A linha precisava de um desenvolvimento dos personagens, e a Knickerbocker procurou, a princípio, a DC Comics para este intento. O resultado do que a DC apresentou, nos conta Shooter, era ridículo: a arte era boa, mas o texto era terrível, sombrio e sangrento demais, não recomendável de forma alguma para a faixa etária alvo dos brinquedos.

Shooter, então, apresentou-lhes um treatment, que foi de imediato aprovado em reunião com os executivos da Knickerbocker mas, após todos os apertos de mão, a negociação foi suspensa repentinamente, devido “a uma forte mudança gerencial que era iminente”. Meses depois, chegou à Marvel a notícia que a Knickerbocker fora comprada pela Hasbro, e todos os projetos em desenvolvimento, como os Mysterions, estavam “suspensos indefinidamente”.

Um ano depois, executivos da Hasbro procuraram Jim Shooter com bonecos muito similares aos Mysterions mas, segundo ele, “um pouco maiores e mais sofisticados”. Shooter revela que o desenvolvimento que ele apresentou à Hasbro era completamente diferente daquele feito para os Mysterions, pois ele tinha medo que aqueles executivos conhecessem o texto anterior e “não queria soar como uma música de uma nota só” para seus parceiros comerciais.

Tem Início os Anos Marvel

O que se iniciou como uma minissérie em quatro edições, tornou-se uma série mensal de 80 números
O que se iniciou como uma minissérie em quatro edições, tornou-se uma série mensal de 80 números.

Com o treatment aprovado, a Marvel Productions (braço da Marvel voltado ao desenvolvimento de produtos para TV e cinema) ficou encarregada de desenvolver o desenho animado The Transformers – hoje conhecido com o subtítulo Generation One ou G1, em referência às interações e versões posteriores da franquia – enquanto a Marvel Comics iniciou a produção dos quadrinhos

Transformers No Brasil

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No Brasil, os Transformers tiveram 12 edições do gibi da Marvel publicado pela Rio Gráfica Editora, a RGE, braço editorial do grupo Globo. Apesar da tradução peculiar adotada (os Autobots eram os Optimus, e os Decepticons eram os Malignus, por exemplo), o título fez enorme sucesso, gerando diversos álbuns de figurinhas e revistas-pôster, que marcaram aquele público.

Shooter encarregou o título ao escritor Bob Budiansky e ao editor Bob Harras, que seguiram fielmente o treatment, procurando fazer uma história mais madura, cronologicamente amarrada e ao mesmo tempo mais acessível que o próprio desenho da época.

Em setembro de 1984, a Marvel Comics lança The Transformers, minissérie em 4 edições com tratamento padrão da editora. Com capa da #1 do  aclamado Bill Sienkiewicz, texto de Bill Mantlo (Micronautas, ROM: Spaceknight, Cavaleiro da Lua, Homem-Aranha, Hulk, etc.) e desenhos de Frank Springer (veterano da era de prata, com passagens pelo Homem-Aranha, Vingadores, Capitão América, Cristal, Nick Fury, entre outros).

Assim como era característica da época Shooter e a Marvel não pouparam talentos por enxergarem na franquia outra possibilidade de sucesso entre seus diversos títulos licenciados da época (ente eles, ROM, Micronautas, Star Wars, G.I. Joe, Godzilla, etc).

A minissérie contou a chegada dos Transformers à Terra e a propagação da guerra no nosso planeta com o seu clássico Marvel Way: focando não apenas na guerra entre as facções e cenas de luta, mas também na interação dos cybertronianos com os seres humanos, seus esforços para compreender aquela cultura e o fascínio que ela pode causar aos robôs alienígenas (o autobot Jazz, por exemplo, se apaixona pelo rock ‘n roll e pelos humanos; Skids, herói vaidoso que se transforma numa van, faz amizade com uma humana que o lava depois de uma perseguição na estrada).

A fórmula funcionou, e aqueles personagens dos quadrinhos criaram forte empatia com uma faixa etária que achava o desenho animado muito infantil, e garantiu o sucesso da série para além daquelas 4 edições inicialmente planejadas.

Integrada ao Universo Marvel na edição #3, a cronologia dos Transformers seguiu a história do esforço de guerra autobot diante dos avanços dos Decepticons, na Terra e em Cybertron, contando uma grande história coesa e seguindo as diretrizes de apresentação de novos produtos da Hasbro para a linha: Dinobots, Headmasters (que ganharam sua própria minissérie e depois se integraram à mensal), Powermasters, Firecons, Throttlebots, etc…

A morte de Optimus Prime e a renovação do elenco (e da linha de bonecos) havida em 1986 através do longa animado Transformers: The Movie (que contou com Orson Welles dando voz a Unicron, o destruidor de mundos) também se refletiu nos quadrinhos, sobretudo através das contribuições da divisão britânica da Marvel.

Rixa interna da Marvel e as diferenças entre HQs e a série animada

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Pra quem lembra dos quadrinhos da Marvel e do desenho, produzido em parceria entre a Marvel Productions e a Sunbow Entertainment, era nítido que se tratavam de duas histórias diferentes, ainda que ambas seguissem a mesma mitologia. Não apenas o enfoque mais infantil do desenho, em contraste com as histórias mais complexas dos gibis, mas diversos acontecimentos ocorreram de forma muito diferentes entre estas duas mídias. Aqui trazemos alguns exemplos:

  • Nos quadrinhos, os Dinobots eram soldados cybertronianos que seguiram Optimus Prime a bordo da Ark-1, a nave que caiu na Terra e os deixou dormentes por milhares de anos. Em um dado momento, a nave identifica a presença do decepticon Shockwave na Terra Selvagem da Marvel, e escaneia a forma de vida ali predominante, despachando cinco autobots com forma alternativa de dinossauros para combatê-lo. No desenho animado, os Autobots identificam fósseis de dinossauro próximos à caverna que é sua base e resolvem criar novos soldados a partir daquelas configurações.
  • Nos quadrinhos, o gigante Omega Supreme (que em sua forma alternativa se dividia em uma base/nave e um trilho com uma locomotiva/sentinela de vigilância) foi criado pelo autobot Grapple a pedido de Optimus. No desenho, Omega Supreme é um sentinela ancestral de Cybertron, fiel à causa autobot, que também acompanhou os compatriotas à Terra.
  • Até mesmo o filme teve uma adaptação diferente para cada mídia: os quadrinhos se basearam no script original, em que entre diversas diferenças, Ultra Magnus sofria uma morte violenta nas mãos de Scourge. Na animação, esta morte foi alterada e Magnus sobrevive para se tornar personagem regular no desenho.

Tantas diferenças podem ser justificadas pela curiosa rivalidade existente entre a divisão de TV e a de quadrinhos da Marvel à época. Jim Shooter, então editor chefe da Marvel Comics, conta em seu site que em regra, a Marvel Productions não respeitava o trabalho dos quadrinhos, achando-os infantis, bobos, e inúteis, esquecendo que eram a única razão de criação da sua existência (para elaborar e produzir os filmes e série antigos do Hulk, seriado live action do Homem-Aranha, etc).

A bronca dos produtores era tão grande que alguns até desejavam retirar o “Marvel” do nome da empresa, além de não querer qualquer vinculação com a imagem do Homem-Aranha, eterno garoto propaganda da empresa. Numa reunião com Shooter, David DePatie (famoso produtor de televisão, co-criador da Pantera Cor de Rosa e funcionário da MP na época) chegou a negar todas as contribuições do treatment  de Shooter para o licenciamento dos Transformers.

Em 1984/85, Margaret Loesch (executiva de programação infantil) é promovida de agente de ligação entre as duas divisões para chefe da Marvel Productions. Ela decide “marvelizar” a empresa, valorizando e ouvindo os profissionais dos quadrinhos, chegando a colocar uma estátua gigante do Aranha do lado de fora do prédio. 

A Marvel Britânica e sua contribuição para o cânone

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Na Inglaterra, a tradição da época era a de publicações com lançamento semanal, tal qual a 2000ADHeavy Metal e outros grandes títulos. Assim, uma edição mensal de 24 páginas da Marvel americana era dividida em 3 capítulos de  8 páginas semanais para a publicação londrina. Por essa razão matemática, faltavam aí 8 páginas pra fechar o mês. Como já era costume para as publicações Marvel “normais”, esta falta era preenchida com publicações próprias, de diversos escritores e desenhistas contratados ou freelancers da Marvel UK, divisão da empresa no Reino Unido

De modo geral, esse formato de publicação filler com artistas locais foi o responsável por revelar diversos talentos ingleses para o mercado americano de quadrinhos e para o mundo como, por exemplo: Alan Moore, Grant Morrison, Alan Davis, Brian Hitch, Dan Abnett, Andy Lanning, etc. A lista, como podem imaginar, é imensa.

Por terem publicação apenas local e serem curtas, as histórias produzidas sofriam menos interferência editorial da matriz americana e mesmo da Hasbro, o que garantiu aos seus escritores maior liberdade criativa, apresentando novos personagens e histórias que, com o tempo, se tornariam cânone adorado pelo fandom.

Death’s Head enfrenta Hot Road
Death’s Head enfrenta Rodimus Prime

Com Simon Furman a cargo dos roteiros, as simples histórias “pra fechar o mês” ficaram ainda mais elaboradas, criando a sua própria submitologia. O escritor trouxe a este universo uma maior integração da vertente “espacial” da série original, mostrando cybertronianos espalhados pelo universo, interagindo com outras raças e sendo caçados pelo Death’s Head (personagem criado pelo Furman para a Marvel UK, que recentemente ressurgiu no gibi do Homem de Ferro escrito pelo também britânico Kieron Gillen). Assim, o escritor  conseguiu não apenas trazer o foco dos leitores para as publicações locais, como ainda adaptou de forma única a nova mitologia da franquia, apresentada no filme de 1986, de uma forma que nem a Hasbro e nem a Marvel haviam pensado.

Furman se concentrou no fato de que a história do filme deu um salto no tempo, no então longínquo ano de 2006, e brincou com o conceito de que o novo (constituído por Rodimus Prime, Ultra Magnus, Galvatron, etc.) por diversas vezes viajaria no tempo, encontrando o elenco clássico, interferindo nos acontecimentos e corrigindo “falhas temporais” ocorridas.

E foi nessa linha temporal futura que a Marvel UK cravou suas principais contribuições à franquia. Furman pensou numa “tropa de elite” autobot, formada pelos robôs mais badass, enviados em missões com pouca ou nenhuma chance de sobrevivência, os Wreckers. Trabalhou melhor a organização das facções em guerra, e da subfacções que surgiam em cada lado, e criou personagens para papéis específicos em suas histórias, que jamais teriam bonecos, mas que se tornaram favoritos dos fãs.

O peso da narrativa e o Marvel Way também estavam lá. Numa história dramática, chamada Target: 2006, na véspera da importantíssima Missão Vulcano, o wrecker Ultra Magnus tem que retornar ao passado e descobrir o destino da desaparecida Matriz da Liderança, enquanto no futuro, a equipe, apreensiva com a sua ausência, presencia o avanço inimigo e se vê sem escolha, adiantando o início da operação de ataque, ao custo do sacrifício do seu líder, Impactor.

Os Wreckers: Topspin, Sandstorm, Broadside, Rack ‘não Ruin, Twintwist e Ultra Magnus. A equipe 'pega-mata-e-come' dos autobots
Os Wreckers: Topspin, Sandstorm, Broadside, Rack ‘N Ruin, Twintwist e Ultra Magnus. A equipe ‘pega-mata-e-come’ dos autobots

As publicações inglesas ficaram famosas ainda por melhor desenvolver os dinobots, a equipe renegada de Autobots selvagem demais para conviver com os demais, mas com um forte senso de nobreza e heroísmo, apesar da destruição causada em suas ações heroicas. Ficamos conhecendo a história da rivalidade entre o dinobot Swoop, que perdeu seu nome e sua honra em batalha com o predacon Divebomb. Outra rivalidade criada foi entre Ultra Magnus e Galvatron, que gerou batalhas épicas no passado e futuro, na beira de um vulcão e no meio das estradas americanas.

Entretanto, mesmo com o sucesso dos desenhos animados, bonecos e da própria série em quadrinhos, a chegada de uma nova década acabou por minar a fama dos Transformers no mercado norte-americano.  É o que contaremos na segunda parte dessa trajetória dos robôs no universo das HQs.

Uma das épicas e violentas batalhas entre Ultra Magnus e Galvatron
Uma das épicas e violentas batalhas entre Ultra Magnus e Galvatron

Sobre o Autor

Maurício Dantas é  advogado, leitor assíduo de quadrinhos e colecionador de miniaturas, mas não em ordem de preferência e nem cronológica. Na verdade, não tem ordem alguma. Atualmente administra o site Estante Infinita, dedicado a colecionáveis que vão desde Marvel/DC a séries Tokusatsu e animações  

 

  • Stefano Barbosa

    legal o artigo.